Cavalos Crioulos representam uma síntese rara entre identidade cultural e relevância econômica no meio rural brasileiro. Conforme aponta Aldo Vendramin, empresário com trajetória ligada ao campo, a raça carrega valores históricos que seguem ativos na dinâmica produtiva atual. Além disso, sua permanência ao longo do tempo demonstra capacidade de adaptação sem perda de essência.
Ao mesmo tempo, esse patrimônio não se limita ao simbolismo. O Cavalo Crioulo passou a integrar sistemas produtivos organizados, com foco em manejo técnico, genética e mercado especializado. Desse modo, compreender essa dupla dimensão exige olhar atento sobre história, funcionalidade e futuro.
Cavalos Crioulos e a formação cultural do sul do Brasil
Os cavalos Crioulos estão diretamente associados à ocupação dos pampas e ao desenvolvimento da pecuária extensiva. Segundo Aldo Vendramin, senhor atento à história rural, a raça foi moldada por condições naturais rigorosas, o que fortaleceu resistência e funcionalidade. Assim, o animal tornou-se parceiro essencial do homem no campo.

Essa relação ultrapassou o trabalho cotidiano. Com o tempo, festas, provas e práticas tradicionais passaram a preservar hábitos, valores e narrativas ligadas à raça. Além disso, esses elementos ajudaram a consolidar o cavalo Crioulo como símbolo regional. A cultura, portanto, sustenta a identidade da raça até hoje. Nesse sentido, entender essa base histórica permite reconhecer por que o cavalo Crioulo mantém relevância simbólica e social.
Patrimônio produtivo e inserção no agronegócios
Com a modernização do campo, cavalos Crioulos ampliaram sua inserção econômica. De acordo com Aldo Vendramin, a raça passou a integrar cadeias organizadas, com critérios técnicos bem definidos. Produtividade e tradição deixaram de ser conceitos opostos. Dessa maneira, a rusticidade natural favorece sistemas mais eficientes.
A menor necessidade de intervenções intensivas contribui para modelos produtivos mais sustentáveis. O cavalo Crioulo atende às exigências atuais do agronegócio sem comprometer sua essência, o que fortalece o valor econômico da raça. A compreensão de seu papel produtivo ajuda a explicar sua presença crescente em propriedades rurais mais estruturadas.
Genética, manejo e valorização da raça
A evolução genética dos cavalos Crioulos ocorreu de forma gradual e criteriosa. Conforme destaca Aldo Vendramin, fundador com experiência prática, a seleção respeita funcionalidade, morfologia e desempenho. Assim, evita-se descaracterização em nome de ganhos pontuais.
O manejo também se tornou mais técnico. Tecnologias aplicadas à sanidade, nutrição e reprodução elevaram padrões produtivos. Além disso, esses avanços reforçam o bem-estar animal e a longevidade funcional. Como resultado, o mercado responde com maior valorização. Nesse contexto, a profissionalização da criação fortalece a confiança entre criadores e compradores.
Provas funcionais e sustentabilidade produtiva
As provas funcionais exercem papel decisivo na preservação dos cavalos Crioulos, ao manterem o foco em resistência, equilíbrio e aptidão para o trabalho. Conforme destaca Aldo Vendramin, essas avaliações asseguram que a funcionalidade continue sendo o principal critério de seleção da raça.
Os eventos promovem a troca de conhecimento e aproximam criadores, técnicos e instituições, fortalecendo padrões técnicos e boas práticas no setor. Com uma visão voltada ao futuro, a sustentabilidade passa a ocupar posição central. A integração entre tradição, manejo responsável e eficiência produtiva consolida o cavalo Crioulo como um patrimônio vivo e segue orientando o desenvolvimento consistente da raça.
Autor: Floria Paeris
