O Brasil acumulou aproximadamente R$ 38,5 bilhões em gastos de turistas estrangeiros entre janeiro e agosto de 2026. O resultado foi divulgado em 28 de setembro pelo Ministério de Portos e Aeroportos, com base em dados do Banco Central. O levantamento também aponta a relevância do transporte aéreo para a entrada de visitantes no país.
No mesmo intervalo, o Brasil recebeu 4.477.469 visitantes internacionais por via aérea. Os dados de chegadas foram compilados pela Embratur, pela Polícia Federal e pelo Ministério do Turismo. Considerando todas as formas de acesso ao território nacional, o transporte aéreo respondeu por cerca de 70% das entradas registradas entre janeiro e agosto.
Gastos de estrangeiros avançam em agosto
Agosto concentrou aproximadamente R$ 4,6 bilhões em gastos de visitantes estrangeiros. O valor representa uma alta de 17,3% em relação ao mesmo mês de 2025, segundo a publicação oficial. Até julho, o acumulado do ano estava em cerca de R$ 34 bilhões, ante R$ 31,1 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior.
Os números indicam a dimensão econômica do turismo internacional no Brasil. O dinheiro desembolsado por viajantes estrangeiros circula por diferentes atividades ligadas à viagem, como hospedagem, alimentação, transporte, comércio e atrações turísticas. A movimentação também reforça a importância dos aeroportos como portas de entrada para viagens de lazer, negócios, eventos e turismo de natureza.
O indicador de gastos, no entanto, mede uma dimensão diferente da quantidade de visitantes. Enquanto a receita é calculada a partir dos desembolsos de estrangeiros no país, o levantamento de chegadas contabiliza os acessos internacionais e permite observar a origem e a via de entrada dos passageiros.
Argentina lidera chegadas por via aérea
Entre os países de residência dos visitantes que chegaram ao Brasil por avião nos primeiros oito meses de 2026, a Argentina apareceu na primeira posição, com aproximadamente 1,19 milhão de entradas. Na sequência, ficaram Chile, Estados Unidos, Portugal e França.
A presença de países sul-americanos entre os principais mercados emissores evidencia a proximidade regional como um fator relevante para o fluxo internacional. Ao mesmo tempo, a participação de Estados Unidos, Portugal e França mostra que a demanda também alcança mercados de longa distância e diferentes regiões do mundo.
Os dados por nacionalidade, mês e via de acesso estão disponíveis no conjunto de informações sobre chegadas internacionais do Ministério do Turismo. A base pública, atualizada em 16 de setembro de 2026, reúne informações parciais do ano e permite acompanhar a evolução dos desembarques por país de residência.
Conectividade aérea amplia acesso aos destinos
O volume de entradas por avião coloca a conectividade aérea no centro da estratégia de expansão do turismo internacional no Brasil. A oferta de voos e a integração entre aeroportos facilitam o deslocamento de visitantes até diferentes regiões, especialmente em um país de dimensões continentais.
Na prática, os aeroportos funcionam como pontos de distribuição do fluxo turístico. A partir deles, os viajantes podem seguir para destinos de praia, cidades históricas, áreas de natureza, centros de negócios e locais que recebem eventos. A conectividade, portanto, influencia não apenas a chegada ao país, mas também a possibilidade de circulação interna.
O Ministério do Turismo mantém uma página com estatísticas e indicadores sobre desembarques internacionais, receita cambial turística e principais países emissores. Esses dados ajudam a acompanhar o desempenho do setor e a identificar os mercados que mais contribuem para a entrada de visitantes estrangeiros no Brasil.
Com R$ 38,5 bilhões movimentados até agosto e mais de 4,47 milhões de chegadas aéreas no mesmo período, o turismo internacional mantém impacto relevante na economia brasileira em 2026. A evolução dos gastos em agosto e a liderança argentina entre os mercados de origem reforçam a necessidade de observar, de forma conjunta, o comportamento dos viajantes e a estrutura de transporte que permite sua chegada aos destinos nacionais.
