Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues acompanha como a sigla BI-RADS costuma gerar insegurança logo após a entrega do laudo. Criado para padronizar a comunicação entre profissionais, o sistema muitas vezes chega à paciente sem explicação adequada, fazendo com que um instrumento técnico seja interpretado como um veredito. Quando compreendido corretamente, o BI-RADS oferece previsibilidade e organiza o cuidado ao longo do rastreamento mamário.
O BI-RADS não representa um diagnóstico definitivo. Ele funciona como uma classificação que indica o grau de suspeição de um achado e orienta a conduta mais adequada, seja manter a rotina, realizar exames complementares ou avançar na investigação. Dessa forma, seu valor está menos no número em si e mais no caminho clínico que ele ajuda a estruturar.
Por que o BI-RADS existe e qual é sua função prática
O sistema BI-RADS foi desenvolvido para reduzir ambiguidades nos laudos e alinhar decisões entre radiologistas e médicos assistentes. Ao adotar categorias padronizadas, o exame comunica com mais clareza se um achado parece benigno, inconclusivo ou suspeito. Na avaliação de Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, essa padronização diminui interpretações subjetivas e contribui para decisões mais consistentes.

Outro aspecto relevante é a organização do acompanhamento ao longo do tempo. Quando exames sucessivos utilizam a mesma linguagem, torna-se mais simples identificar estabilidade ou mudança de padrão. No rastreamento do câncer de mama, essa comparação é essencial para diferenciar alterações sem relevância clínica de sinais que exigem atenção.
O que significam as categorias mais frequentes
As categorias iniciais costumam gerar menos preocupação quando são bem explicadas. BI-RADS 1 indica exame sem alterações, enquanto BI-RADS 2 descreve achados benignos conhecidos, como cistos simples ou calcificações típicas. Em ambos os casos, a recomendação é seguir com o rastreamento no intervalo habitual.
O BI-RADS 0 aparece quando o exame precisa de complementação, como incidências adicionais ou ultrassonografia. Conforme esclarece Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, essa categoria não indica suspeita, apenas informa que ainda não há elementos suficientes para uma conclusão segura. Já o BI-RADS 3 aponta achado provavelmente benigno, com indicação de acompanhamento em intervalo menor para confirmar estabilidade.
Quando o BI-RADS indica investigação
As categorias BI-RADS 4 e 5 costumam provocar maior apreensão. O BI-RADS 4 reúne achados que justificam biópsia para esclarecimento, enquanto o BI-RADS 5 indica alta probabilidade de malignidade e exige investigação rápida. Ainda assim, Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues ressalta que a indicação de biópsia não significa confirmação de câncer, mas a necessidade de obter resposta objetiva.
Nenhuma categoria do BI-RADS deve ser interpretada de forma isolada. Idade, sintomas, histórico familiar, cirurgias mamárias prévias e uso de hormônios interferem diretamente na conduta. Além disso, a comparação com exames anteriores pode modificar significativamente a leitura do risco, sobretudo quando um achado permanece estável ao longo do tempo.
Como usar o BI-RADS a favor da prevenção
Quando bem compreendido, o BI-RADS funciona como um roteiro claro. Ele indica se o caminho é manter a rotina, observar com mais atenção ou investigar de forma direcionada. Assim, a ansiedade tende a diminuir quando a paciente entende que cada categoria corresponde a uma ação planejada.
Por fim, o BI-RADS cumpre melhor seu papel quando integrado a um rastreamento contínuo e de qualidade. Segundo Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, prevenção efetiva depende de exame bem executado, comunicação clara e seguimento adequado. Dessa forma, o laudo deixa de ser motivo de medo e passa a ser apenas uma etapa compreensível no cuidado com a saúde das mamas.
Autor: Floria Paeris
